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21.7.10

Justiça de Deus


Deus está presente e sabe todas as coisas, inclusive os nossos pensamentos: “Antes mesmo que a palavra me chegue a língua, tu já a conheces inteiramente”(Salmo 139.4). Mas por que então ele não age para fazer justiça?

Não é Deus que está incapacitado, mas é a nossa atitude rebelde que o impede de agir em nosso favor. Sua interferência em nós e entre nós seria destruidora como a luz diante das trevas! Por sua bondade e amor Deus não age enquanto não estivermos protegidos pela justiça que Jesus Cristo conquistou para nós na cruz. A fé e a bênção de Deus não são um comércio de bens de consumo em que se paga e recebe, como muitas propostas religiosas sugerem em nossos dias. Não podemos dar algo a Deus para então podermos exigir benefícios em troca. A Bíblia chama essa idéia de “outro evangelho” e o condena duramente (Gálatas 1.8).

A verdade do evangelho é o fato de que não fomos nós que fizemos algo para que Deus retribuísse, e sim que ele nos amou primeiro e deu a sua vida como resgate pela nossa, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8). Também não se trata de praticar a oração como se fosse uma fórmula mágica que necessariamente põe Deus em movimento. O controle é e sempre será dele. É bom lembrar que a verdade reside na Palavra de Deus (João 17.17), que adverte contra “aqueles que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1ª Timóteo 6.5). Se nos ressentimos de injustiça, é pelos méritos de Jesus que podemos aproximar-nos de Deus para que antes de tudo ele remova nossa própria injustiça que nos separa dele e para entendermos quais são os seus bons propósitos conosco.

Extraído do devocional “Pão Diário”