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5.11.10

ADORAÇÃO VERDADEIRA

Nossa adoração a Deus tem de ser verdadeira. Os profetas do Antigo Testamento denunciaram a adoração falsa enfatizando que os sacrifícios exigidos pela lei precisavam ser acompanhados de fé. Em Isaías 1.4;11-17, vemos que aquela adoração superficial não tinha nenhum valor para Deus, que questiona por que o povo oferecia tantos sacrifícios se Deus não os aceitava. Ele não tem nenhum prazer no ritual vazio e sem sentido. No Novo Testamento, lemos que Jesus observou o povo trazendo ofertas ao Templo, mas a vida daquelas pessoas não demonstravam a fé que deve acompanhar o culto.
Com a vinda de Jesus, o Messias de Deus, o sistema de adoração que até então vigorava, baseado em rituais e sacrifícios, não era mais adequado e necessário. A morte e ressurreição de Cristo inauguraram uma nova aliança, ou seja, um novo relacionamento com Deus em que o adorador busca uma intimidade diária com seu Senhor e também uma nova adoração – em espírito e verdade (Jô 4.23-24). É preciso apresentar-se a Deus com fé e adorá-Lo com todo o nosso ser, envolvendo o nosso espírito com o Espírito de Deus. Para isso é preciso um relacionamento diário, e não somente de fim de semana. Esta adoração também não precisa acontecer em um lugar sagrado, pois Deus é espírito e não está restrito a um local.
Adoração verdadeira não é realizar rituais, ter objetos sagrados ou seguir uma religião, mas entregar toda a vida a Deus e reconhecer a cada dia nossa dependência Dele. Quem adora dessa forma naturalmente vai se envolver com sua comunidade, ajudando os necessitados, buscando a justiça e glorificando a Deus através de suas ações. Quando adoramos verdadeiramente, agradamos a Deus e praticamos o bem.
A adoração verdadeira nos aproxima de Deus e das outras pessoas.

Extraído do Devocional Pão Diário

28.10.10

GUARDE A SUA BOCA - Salmo 141

Era uma vez um membro de uma igreja conhecido por fazer fofocas e dizer meias verdades. Ele foi ao sacerdote e pediu ajuda.
- Quero me retratar – disse ele. – Quero reparar todas as coisas ruins que disse e fazer as pazes com Deus e com meus vizinhos, além de pedir perdão por tudo o que disse.
O sacerdote pediu que o homem o encontrasse no jardim da igreja. Enquanto isso, foi até seu escritório e pegou um travesseiro de penas. Colocou-se diante do homem e abriu o travesseiro, deixando que todas as penas voassem pelo jardim. O sacerdote instruiu o homem a que recolhesse todas as penas. Depois de horas de tentativas infrutíferas, o homem retornou ao sacerdote o qual, então, disse:
- Depois que as palavras saem da boca, são como pena voando ao vento. Não importam as suas boas intenções em recolher de volta todas as palavras ferinas que foram ditas, pois isso simplesmente não pode ser feito.
- Davi disse ao Senhor:
“Poe guarda, SENHOR, à minha boca. Vigia a porta dos meus lábios” (Sl 41.3).
Davi estava pedindo ajuda a Deus para controlar as palavras que saiam de sua boca “para não pecar com a língua”. Ele também prometeu: “Porei mordaça à minha boca” (Sl 39.1).
O teste de validade de toda conversa é: as palavras que estão sendo ditas são realmente verdadeiras? elas são necessárias? são gentis? elas glorificam a Deus? (Fp 4.8). Se sua conversa não está de acordo com este critério, então é preciso mudar as palavras. A mudança está totalmente sob o nosso controle, pois a boca somente fala as palavras que o cérebro permite que sejam ditas.

Parábolas para a Vida Diária
Bíblia de Estudo das Profecias

23.10.10

O Verdadeiro Você - Salmos 139

Se pedirmos a Deus para examinar o nosso coração, o que ele encontrará? Se pedíssemos a Deus para nos guiar no caminho eterno, estaríamos prontos para ir?
Um homem em seu leito de morte chamou-me à sua casa. Ele era bastante rico e vivera uma vida depravada. Ele nunca havia dado nada à obra de Deus antes, mas consciente de que estava morrendo disse que gostaria de dar uma generosa oferta à Igreja. Perguntei-lhe por quê. Sua resposta foi:
- Quero uma consciência limpa.
Eu sabia que ele precisava encarar a verdade, então eu disse:
- Meu amigo você é rico, mas não tem dinheiro suficiente para comprar uma consciência limpa. Você roubou os dízimos e ofertas de Deus durante toda a sua vida. Abusou das pessoas com sua riqueza. Sua família sofreu por causa de sua imprudência. A única coisa que pode ajudá-lo a limpar sua consciência é confessar que é um pecador, crer que Jesus morreu por você e aceitá-lo como seu Salvador.
Encorajei-o a se acertar com Deus. Seu olhos escuros faiscaram de ódio.
- Eu estou morrendo – disse ele – como você pode falar comigo desta forma?
- Quando você abrir os seus olhos nas chamas do inferno, quero que você saiba onde e por que está ali. O dinheiro não pode limpar sua consciência. Dinheiro não limpa a sua alma. Seu dinheiro não pode comprar Deus.
Eu poderia ter mentido para o homem e ter agradecido pelo cheque. Mas, no momento que passasse desta vida para outra, ele saberia o que fizera e gritaria o meu nome por toda a eternidade. Expliquei a ele o dom da salvação de Deus, mas o homem o rejeitou. A morte chegou logo, e o homem deixou este mundo como um pecador não arrependido. Eu lhe contei a verdade. Ele queria uma consciência limpa, mas, na verdade, ele era um homem amargo e rancoroso.
Deus encontrará um homem de valor quando sondar seu coração? Você já terá alcançado e cumprido todas as coisas que Deus planejou para você ser e fazer?


Parábolas para a Vida Diária
Bíblia de Estudo das Profecias

21.7.10

Justiça de Deus


Deus está presente e sabe todas as coisas, inclusive os nossos pensamentos: “Antes mesmo que a palavra me chegue a língua, tu já a conheces inteiramente”(Salmo 139.4). Mas por que então ele não age para fazer justiça?

Não é Deus que está incapacitado, mas é a nossa atitude rebelde que o impede de agir em nosso favor. Sua interferência em nós e entre nós seria destruidora como a luz diante das trevas! Por sua bondade e amor Deus não age enquanto não estivermos protegidos pela justiça que Jesus Cristo conquistou para nós na cruz. A fé e a bênção de Deus não são um comércio de bens de consumo em que se paga e recebe, como muitas propostas religiosas sugerem em nossos dias. Não podemos dar algo a Deus para então podermos exigir benefícios em troca. A Bíblia chama essa idéia de “outro evangelho” e o condena duramente (Gálatas 1.8).

A verdade do evangelho é o fato de que não fomos nós que fizemos algo para que Deus retribuísse, e sim que ele nos amou primeiro e deu a sua vida como resgate pela nossa, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8). Também não se trata de praticar a oração como se fosse uma fórmula mágica que necessariamente põe Deus em movimento. O controle é e sempre será dele. É bom lembrar que a verdade reside na Palavra de Deus (João 17.17), que adverte contra “aqueles que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro” (1ª Timóteo 6.5). Se nos ressentimos de injustiça, é pelos méritos de Jesus que podemos aproximar-nos de Deus para que antes de tudo ele remova nossa própria injustiça que nos separa dele e para entendermos quais são os seus bons propósitos conosco.

Extraído do devocional “Pão Diário”

10.6.10

DESESPERO OU ESPERANÇA?

Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e Ele me responde. (Salmo 120.1)

Os salmos 120 e 121 eram cantados pelos judeus enquanto viajavam para Jerusalém para as festas religiosas. Podemos imaginar a turma caminhando e cantando... E incrédulos de lábios mentirosos e de língua traiçoeira (Sl 120.2) olhando, zombando, ameaçando...

Como isso gera uma angústia, um desespero, na gente! Uma angústia igual à de Miquéias, que procurou e não achou ninguém que se interessasse pelo Senhor ( Mq 7.2). Nessas horas a única solução viável é clamar pelo Senhor na angústia; levantar os olhos para os montes (Sl 121.1) e ficar atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador (Mq 7.7). E Deus ouve a cada um.

Não caiamos no desespero! Este mundo incrédulo tem jeito, sim! É só orar, e o Senhor nos responderá! Da mesma forma, é fácil cair no desespero quanto ao nosso pecado pessoal. Porém, mais uma vez, com Deus está a solução! Como temos visto, Ele pode reconstruir nossa vida, e alicerçado no perdão verdadeiro. Deus ama e perdoa de maneira tremenda, única. Não há por que duvidar de seu amor e poder para nos guardar e nos proteger ao longo dos caminhos da vida, nas nossas saídas e chegadas (Sl 121.8). Assim, o “Ai de mim que vivo... entre os que odeiam a paz” (Sl 120.5-6) é transformado em cântico de júbilo: “O Senhor é seu protetor; como sombra que o protege, Ele está à sua direita” (Sl 121.5).

Oração: Senhor, em meio à desgraça toda destes dias difíceis, e embora eu mesmo tenha caído tantas vezes, em Tua graça levanta-me do buraco do desespero e renova a minha confiança em Teu amor e poder. Amém.

Extraído do livro "Orando em Família".

28.5.10

LIVRAR-SE DO QUÊ?

Livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e de toda espécie de maledicência. (1ª Pedro 2.1)

“Sejam santos, porque Eu sou santo” (1ª Pedro 1.16). Esta palavra é um chamado para viver em santidade. Para o crente ele não é opcional, mas é um compromisso que pode ser aplicado ou negligenciado.
No versículo acima, Pedro aborda o que impede um crescimento espiritual: para vencer esses pecados e vícios é necessário livrar-se. Quando nos tornamos novas criaturas em Cristo é imprescindível que estejamos dispostos a abandonar muitas práticas que antes nos dominavam, para experimentar a boa e agradável vontade de Deus. Essa mudança é um processo, por isso precisamos nos despojar diariamente de muitas coisas.
O apóstolo fala de situações pecaminosas que afetam diretamente o nosso relacionamento com os outros. Talvez o mais comum entre nós seja toda espécie de maledicência, isto é, “difamação” ou “mau uso da língua”. Às vezes, sem nos darmos conta, estamos difamando alguém. Deixamos de falar a verdade ou falamos inverdades. Essas práticas revelam o quanto ainda precisamos crescer e ser edificados na fé. Crescemos espiritualmente à medida que a nossa comunhão com Deus se traduz em atos bem concretos em relação aos outros.
Você tem se deixado transformar diariamente? Sua postura e palavras têm expressado ao outros o seu amor por Deus?

Oração: Senhor, consagro a minha vida, rogando que o Teu Espírito Santo me convença de pecados que precisam ser transformados por Ti.



Extraído do Livro “Orando em Família”

21.5.10

AFETO EM HARMONIA COM O REINO

Que Ele dê a você e a seus descendentes a bênção de Abraão, para que você tome posse da terra na qual vive como estrangeiro, a terra dada por Deus a Abraão. (Gênesis 28.4)

Uma prioridade ocupava a mente de Isaque: a promessa de Deus a seu pai Abraão. Jacó se tornara o herdeiro da promessa e, portanto, a pessoa através da
qual Deus iria implantar a nação prometida. Ele queria que Jacó fosse obediente e não se misturasse com povos pagãos. Por isso ele mandou-o para sua parentela. Isaque sabia o custo da desobediência a Deus e não queria ver o seu filho sofrer por isso. Sabia também que, com obediência, Jacó seria abençoado e
feliz.
Quantas cargas nós levamos nos dias de hoje! São tantas as nossas ocupações e preocupações que somos tentados a colocar o Reino de Deus em segundo lugar (afinal, Deus é compreensível...). Encurtamos as orações, os devocionais, e até negligenciamos a igreja por motivos duvidosos (fui dormir tão tarde!). Aí está a armadilha. Ao querermos descansar , deixamos de lado o que nos traz o verdadeiro descanso; ao querermos diminuir a carga, não deixamos Jesus carregar-nos. Ao invés de buscar o Reino e aguardar as “outras coisas”, buscamos as outras coisas e relegamos o Reino.
Não nos enganemos: nada nos satisfará, se o Reino não for a nossa prioridade. Só com obediência Jacó alcançaria a promessa. Ela nos é dada, de graça, através da obediência e não conquistada sacrificando nossas relações com ele. Aprendamos e ensinemos nossos amados a priorizar a igreja, a comunidade, a oração. Com isso Deus nos mostrará o caminho da justiça, paz e alegria no seu Espírito.

Oração: Senhor, dá-me disciplina para priorizar o teu Reino.

Extraído do Livro “Orando em Família”